terça-feira, 27 de maio de 2008

Johann Heinrich Fussli


Faz-me o favor...

Faz-me o favor de não dizer absolutamente nada!
Supor o que dirá
Tua boca velada
É ouvir-te já.

É ouvir-te melhor
Do que o dirias.
O que és nao vem à flor
Das caras e dos dias.

Tu és melhor -- muito melhor!--
Do que tu. Não digas nada. Sê
Alma do corpo nu
Que do espelho se vê.


Mário Cesariny

Fotografia em Portugal



André Cepeda

Sans Soleil, Sunless, Chris Marker

"The remoteness of countries somehow balances their proximity in time" Racine - Second Preface from Bajazet.

The first image he told me about was of three children on a road in Iceland, in 1965. He said that for him it was the image of happiness and also that he had tried several times to link it to other images, but it never worked. He wrote me: one day I'll have to put it all alone at the beginning of a film with a long piece of black leader; if they don't see happiness in the picture, at least they'll see the black.

He wrote: I'm just back from Hokkaido, the Northern Island. Rich and hurried Japanese take the plane, others take the ferry: waiting, immobility, snatches of sleep. Curiously all of that makes me think of a past or future war: night trains, air raids, fallout shelters, small fragments
of war enshrined in everyday life. He liked the fragility of those moments suspended in time. Those memories whose only function it being to leave behind nothing but memories. He wrote: I've been round the world several times and now only banality still interests me. On this trip I've tracked it with the relentlessness of a bounty hunter. At dawn we'll be in Tokyo.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Inno alla morte • Giuseppe Ungaretti

Amore, mio giovine emblema,
Tornato a dorare la terra,
Diffuso entro il giorno rupestre,
E' l'ultima volta che miro
(Appie' del botro, d'irruenti
Acque sontuoso, d'antri
Funesto) la scia di luce
Che pari alla tortora lamentosa
Sull'erba svagata si turba.

Amore, salute lucente,
Mi pesano gli anni venturi.

Abbandonata la mazza fedele,
Scivolero' nell'acqua buia
Senza rimpianto.

Morte, arido fiume...

Immemore sorella, morte,
L'uguale mi farai del sogno
Baciandomi.

Avro' il tuo passo,
Andro' senza lasciare impronta.

Mi darai il cuore immobile
D'un iddio, saro' innocente,
Non avro' più pensieri ne' bonta'.

Colla mente murata,
Cogli occhi caduti in oblio,
Faro' da guida alla felicità.

Fotografia em Portugal


Paulo Catrica

Alexandre O'Neill

Soneto
a duas mãos
A mão
que me sustenta e eu sustento
é mão capaz das vinte e cinco linhas
e do selado azul de um requerimento
ou doutras diligências comesinhas...
Habituada
por secretarias,
esperta, decidiu de um grave acento,
a vírgulas guindou torpes cedilhas
e mastigou papel, seu alimento...
Contraiu calos,
revoltou-se às vezes,
contra certos despachos, tão soezes
que até o dedo auricular se ria...
Com dois dedos
de aumento se curvava
e logo, altiva, à esquerda se mostrava...
Agora?
Estão as duas na poesia...

Fotografia em Portugal


Augusto Alves da Silva

Rifão Quotidiano

Uma nêspera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver
o que acontecia

chegou a Velha
e disse
olha uma nêspera
e zás comeu-a

é o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece

Mário Henrique Leiria, in Novos Contos do Gin-Tonic

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Horowitz plays Schubert Moment Musical No. 3 in minor

Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística


Selecção de trabalhos dos alunos da 2ª edição do Curso de Fotografia:

Albino Mahumana
Andreia Alves de Oliveira
Bruno Ramos
Carla Cabanas
Catarina Botelho
Dalila Gonçalves
Daniela Krtsch
João Serra
José Nuno Lamas e
Valter Ventura
Margarida Gouveia
Marta Sicurella
Sandra Rocha


Galeria de Exposições Temporárias da Sede da Fundação Gulbenkian, Piso 01
13 de Maio a 15 de Junho de 2008
3ª a Domingo, 10:00 às 18:00



Franz Schubert - Trio n°2 en mi bémol majeur (Op. 100)