sábado, 26 de abril de 2008

bill owens: suburbia


pasolini e l'omologazione

ontem comemorou-se os 34 anos da revolução de abril. fazemos esta breve referencia porque hoje é dia 26.

Анна Ахматова




So many stones have been thrown at me,
That I'm not frightened of them anymore,
And the pit has become a solid tower,
Tall among tall towers.
I thank the builders,
May care and sadness pass them by.
From here I'll see the sunrise earlier,
Here the sun's last ray rejoices.
And into the windows of my room
The northern breezes often fly.
And from my hand a dove eats grains of wheat...
As for my unfinished page,
The Muse's tawny hand, divinely calm
And delicate, will finish it.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

surveiller et punir


José Luis Neto


"Momento importante. O corpo e o sangue, velhos partidários do fausto punitivo, são substituídos. Novo personagem entra em cena, mascarado. Terminada uma tragédia, começa a comédia, com sombrias silhuetas, vozes sem rosto, entidades impalpáveis. O aparato da justiça punitiva tem que ater-se, agora, a esta nova realidade, realidade incorpórea."

Michel Foucault

terça-feira, 22 de abril de 2008

“Quel Air Clair...” Obras da Colecção do Ar.Co


Palácio Galveias e Museu da Cidade (Pavilhão Preto)
Parte I
Inauguração 4ª feira, 23 de Abril às 19h (Palácio Galveias) e às 21h (Museu da Cidade).
Patente de 24 de Abril a 8 de Junho
Parte II
Inauguração 3ª feira, 24 de Junho às 19h (Palácio Galveias) e às 21h (Museu da Cidade).
Patente de 25 de Junho a 24 de Agosto

Nunca mostrada publicamente como um conjunto autónomo, a Colecção de artes do Ar.Co –Centro de Arte e Comunicação Visual é um projecto que ganhou uma dimensão intencional e sistemática apenas em meados dos anos 90.
Com um imperativo de critério mas grande informalidade – à margem da actividade escolar e dependente, muitas vezes, da oportunidade do momento – a “Colecção” foi crescendo, na esmagadora maioria dos casos, a partir de ofertas de ex-alunos, professores, ex-professores, mas também de autores/artistas sem qualquer ligação directa com a escola.
O conjunto de obras angariadas abrange as mais variadas áreas das artes visuais: Desenho, Pintura, Gravura, Instalação, Escultura, Joalharia, Cerâmica, Ilustração, Fotografia, etc.


Artistas representados na colecção:
Lúcia ABDENUR, Helena ABRANTES, André ALMEIDA E SOUSA, Helena ALMEIDA, Augusto ALVES DA SILVA, Duarte AMARAL NETTO, Gil AMOUROUS, Carmina ANASTÁCIO, ANGELO de Sousa, Alice ANJOS, Constança AROUCA, Bárbara ASSIS PACHECO, BARTOLOMEU dos Santos, Barry BARTLET, Raffaello BERGONSE, Sara BETTENCOURT, Michael BIBERSTEIN, Ilda BRAGANÇA, Miguel BRANCO, Paulo BRIGHENTI, Paula BRITO, Pedro CALAPEZ, Manuel CALDEIRA, Fernando CALHAU, Elisabeth CALLINICOS, Anabela CAMELO, Lourdes CASTRO, Jackie CATARINO, Rui CHAFES, Alberto CHISSANO, Alexandre CONEFREY, Luísa CORREIA PEREIRA, Manuel COSTA CABRAL, Marcelo COSTA, Paula CRESPO, José Pedro CROFT, Rita DEL RIO, Berta EHRLICH, Marta ELISEU, Rita FAUSTINO, Inês FAVILA, Ana FERREIRA, Elsa FIGUEIREDO, Cristina FILIPE, Eduardo F.M., GAETAN, Miguel GOMES, Charlotte GORSE, Sónia GRAÇA, Nininha GUIMARÃES DOS SANTOS, José de GUIMARÃES, Chris GUSTIN, Ana HATHERLY, Leonor HIPÓLITO, Masayuki INOUE, Tiago JESUS, Ana JOTTA, Helena LEIRIA, Eurico LINO DO VALE, Patrick LOUGHRAN, Manuel Júlio MACHADO, Artur MADEIRA, Daniel MALHÃO, Ana MARCHAND, MARIA DO LAVRE, António MARQUES, Nuno MARTINHO, João MARTINS, Katharina MENZIGER, João MIGUÉIS, Marília Maria MIRA, Paula MIRANDA, Jorge MOLDER, Rui MOREIRA, Eduardo NERY, Jorge NESBITT, José Luís NETO, Zélia NOBRE, Ted NOTEN, Frederico NS, Paula PAOUR, Madalena PARREIRA, Paulo PASCOAL, Rui PATACHO, Ana PEREZ-QUIROGA, Ruudt PETERS, Víctor POMAR, João QUEIROZ, Jorge QUEIROZ, Paulo QUINTAS, Teresa RAMOS, Rosário REBELLO DE ANDRADE, Alexandre REBOTIM, Rui SANCHES, Martim SANTA RITA, Carlos SANTOS, Josiane Rodrigues dos SANTOS, Teresa SANTOS, Julião SARMENTO, Tereza SEABRA, António SENA, João Paulo SERAFIM, Alexandra SERPA PIMENTEL, João SERRA, Sofia SERRANO, Bela SILVA, Diana SILVA, Jesus SILVA, Catarina SIMÕES, Thierry SIMÕES, Nuno SIQUEIRA, Nancy SMITH, José SOUDO, Pedro SOUSA VIEIRA, Gustavo SUMPTA, Angus SUTTIE, Salette TAVARES, Susanne THEMLITZ, Nuno TOMAZ, Francisco TROPA, Jan van der VAART, Artur VARELA, Ana VIEIRA, Manuel VILHENA, Tine VINDEVOGEL, Ana YOKOCHI, Megumi YUASA, Christoph ZELLWEGER, Arnold ZIMMERMAN

Esta exposição realiza-se no âmbito das comemorações do 35º aniversário do Ar.Co, celebrado em 2008.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

The Photographical Congress Arrives in Lyon

Primeiro confronto entre cinema e fotografia

Poema em Linha Reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Álvaro de Campos

Chinese Shadow Play Performance

DIES NOSTRI QUASI UMBRA SUPER TERRAM